sexta-feira, 18 de março de 2011

UM BREVE HISTÓRICO DA EEEFM MARIA DO CARMO DE OLIVEIRA RABELO

A ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO “MARIA DO CARMO DE OLIVEIRA RABELO”: UM BREVE HISTÓRICO

A EEEFM Maria do Carmo de Oliveira Rabelo é mantida pela rede oficial de ensino do Governo do Estado de Rondônia, fundada em 1986. Inicialmente funcionou anexo a EEEEFM Cândido Portinari, atendendo de 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental. Porém a Escola Cândido Portinari ficava muito distante para os alunos e atendendo ao pedido da comunidade do Bairro Olímpico, em 1988 passa a funcionar numa casa próxima ao CTG (Centro de Tradições Gaúchas) atendendo neste período em torno de 300 alunos. Passa a denominar-se EEEFM Maria do Carmo de Oliveira Rabelo pelo Decreto de Criação 213, de 23 de março de 1988 com sede própria no atual endereço, Avenida Travessa Relíquia, 4560 – Bairro Olímpico - Rolim de Moura – RO.
O nome é em homenagem a educadora paranaense, “Maria do Carmo de Oliveira Rabelo”, nascida em 05 de junho de 1952, na cidade de Marabé, filha de Odílio de Oliveira e Virgilina de Oliveira. Formou-se no curso Normal em 1973 na cidade de Campo Mourão, Estado do Paraná, no Colégio Estadual Prof. João de Oliveira Gomes.
Iniciou como professora com 16 anos de idade ainda no Paraná. Em 09 de agosto de 1980 chega ao Estado de Rondônia com sua família, residindo inicialmente no Município de Cacoal, lecionando na Escola Multigraduada Marquês de Barbacena, linha 180, KM 27, por três anos.
Em 1983 mudou-se para o Município de Rolim de Moura, lecionando nos Colégio de 1º Grau Pereira da Silva e EEEFM Cândido Portinari.
Em 27 de dezembro de 1986, falece, tendo como causa da morte a hepatite, com apenas 35 anos de idade, deixando esposo e quatro filhos. Atuou como professora por 19 anos.
Os primeiros professores que atuaram nesta escola foram: Ilda Pasa Martinez, Marta Martin Ferraz e Valdirene Moro e como Coordenadora a Professora Silvana Aparecida Figueiredo
A Escola em 1989 passou a atender o Ensino Fundamental Regular de 5º ao 8º ano. E em 1999 o Ensino Médio, em 2002 a Educação de Jovens e Adultos de 5º ao 8º ano.
Atualmente a Escola atende a 936 alunos, sendo 306 das Séries Iniciais do Ensino Regular e 295 das Séries Finais do Ensino Regular, 172 alunos da Educação de Jovens e Adultos e 163 alunos do Ensino Médio Regular.
A escola conta com 38 funcionários e 32 professores graduados e a maioria com especialização.
Do período de 1988, os educadores que gestaram esta Escola em ordem cronológica: João de Souza Ramos, Samira Von Rondow, Jandira Davilis de Lima, Sirlei de Azevedo, Elizabete Venturoso, Rodnei Antônio Paes, Paulo Cesar Storck, Claudenir Aparecido Fernandes, Maria Salete da Silva Passos e Maria Aparecida Nunes Guimarães.
A partir de 1º de janeiro de 2011 responde pela direção da escola os Professores, Juscelino Gomes de Miranda e como Vice: Eliseu Alves Vieira.
O espaço físico da escola é bem estruturado, conta com uma quadra poliesportiva coberta, um laboratório de informática, uma biblioteca, uma sala de leitura, uma sala de recursos, secretaria, sala de professores, direção, salas de orientação e supervisão, cozinha, cantina e 14 salas de aula.

Curiosidade: Desde o inicio de seu funcionamento em 1986 permanecem até os dias de hoje os funcionários, Nadia Damaceno da Silva (merendeira), Inês Lima Lazarinda Silva (zeladora) e Ednaldo Iria Ferreira (Vigia), que neste ano de 2011 completam 25 anos de atuação na escola.

MISSÃO DA ESCOLA:
Assegurar uma educação de qualidade, garantindo o acesso e a permanência dos alunos na escola formando cidadãos críticos e conscientes, capazes de pensar e agir na transformação da sociedade, num ambiente criativo e inovador de respeito ao próximo e contribuir ao máximo para a formação de profissionais para o desafio do dia-a-dia. Contribuindo para que o ser humano se torne capaz de sonhar seus próprios sonhos e transformá-los em realidade.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

PAINEL SOBRE O PROJETO : Consciência não tem cor

Projeto: Consciência não tem cor

Projeto: Consciência não tem cor

PROJETO: Consciência não tem cor.

E. E. E. F. M. MARIA DO CARMO DE OLIVEIRA RABELO

PROJETO: Consciência não tem cor.

“Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando não no corpo, a sombra, ou pelo menos a pinta, do indígena ou do negro...”
(Gilberto Freyre, Casa Grande e Senzala)


IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

Tempo de execução: um mês – novembro de 2010.
Culminância: Dia 20 de Novembro – Dia Nacional da Consciência Negra
Característica: Projeto Interdisciplinar, envolvendo História, Língua Portuguesa, Geografia, Educação Física, Artes, Educação Religiosa, Filosofia e Sociologia.


1.1 BLOCO TEMÁTICO

• História, cultura e diversidade: Quais as coisas que fazem parte da nossa cultura que adquirimos por influência africana?
• Ser humano, Direitos humanos e Igualdade: Como o negro é visto dentro da nossa sociedade?
• Educação, ética e etnia: Valorização e respeito da nossa identidade.

1.2 CONTEÚDO FOCO

O conteúdo foco é a educação voltada para a consciência da importância do negro para a constituição da nação brasileira e principalmente, do respeito à diversidade humana e a abominação do racismo e do preconceito, desenvolvido por meio de um processo educativo do debate, do entorno, buscando nas nossas próprias raízes a herança biológica e/ou cultural trazida pela influência africana. Inicialmente, será conduzido pela simples observação de fotos de revistas sobre algumas coisas que fazem parte da cultura africana (comidas, danças, vestimentas, etc.); estabelecendo a seguir um vínculo entre as curiosidades que surgirem dos alunos sobre o tema e a instigação provocada pelo professor no intuito de ir avançando o conhecimento sobre o assunto.

1.3 PÚBLICO ALVO

Este projeto se destina aos alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; 5º ao 8º ano do E.J.A. (Educação de Jovens e Adultos) e 1º ao 3º ano do Ensino Médio.

2. PROBLEMA

Historicamente o Brasil, no aspecto legal, teve uma postura ativa e permissiva diante da discriminação e do racismo que atinge a população afro-descendente brasileira até hoje. Nesse sentido, ao analisar os dados que apontam as desigualdades entre brancos e negros, constatou-se a necessidade de políticas específicas que revertam o atual quadro.
No campo da educação, promover uma educação ética, voltada para o respeito e convívio harmônico com a diversidade deve-se partir de temáticas significativas do ponto de vista ético, propiciando condições desde a mais tenra idade, para que os alunos e alunas desenvolvam sua capacidade dialógica, tomem consciência de nossas próprias raízes históricas que ajudaram e ajudam a constituir a cultura e formar a nação brasileira, pois o preconceito e o racismo são uma das formas de violência. Diante disso, quais as situações que temos possibilidades de mudar? Qual seria a nossa contribuição concreta para viabilizar a conscientização das pessoas?
Daí a relevância de debater conteúdos da Lei 10.639, por meio da criação de um horário específico nas aulas na qual ofereça aos discentes espaços para reflexão e interação, iniciando pelo próprio ambiente escolar.


3. JUSTIFICATIVA

Comemorar o dia 20 de Novembro – Dia da Consciência Negra, dedicando os meses de outubro e novembro, para debater e refletir sobre as diferenças raciais e a importância de cada um no espaço de construção de nosso país, estado ou comunidade. Com este trabalho esperamos que a consciência de valorização d ser humano ultrapasse as fronteiras da violência, do preconceito e do racismo.


4. OBJETIVOS

• Valorizar a cultura negra e seus afro-descendentes e afro-brasileiros, na escola e na sociedade;
• Entender e valorizar a identidade da criança negra;
• Redescobrir a cultura negra, enfraquecida pelo tempo;
• Desmistificar o preconceito relativo aos costumes religiosos provindos da cultura africana;
• Trazer à tona, discussões provocantes, por meio das rodas de conversa, para um posicionamento mais crítico frente à realidade social em que vivemos;
• Ampliar a divulgação do histórico de luta de Zumbi dos Palmares, consagrado herói nacional.

5. DESENVOLVIMENTO

O desenvolvimento do projeto estará em consonância com os blocos temáticos citados e será feito de acordo com as necessidades da turma e a realidade local, estabelecendo o problema e a proposta de conteúdo para a classe. O tema será desenvolvido na sala de aula por meio de atividades para a sua exploração, sistematização e para a conclusão dos trabalhos. Os alunos devem fazer observações diretas no entorno familiar, observações indiretas em ilustrações e/ou vídeos, experimentações e leituras. Para tanto vamos utilizar:

Atividades:
• Estudo de alguns artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos;
• Promover reflexões positivas de reportagens jornalísticas e textos da atualidade que tratam sobre o tema;
• Estar em contato com músicas da cultura africana como o samba, a batucada;
• Produção em artes com sucatas, pintura e giz de cera com o tema África;
• Se possível, assistir e participar de uma apresentação de capoeira – a confirmar;
• “Hora da História: leitura e análise de alguns artigos do livro “Declaração Universal dos Direitos Humanos” e” Menina Bonita do Laço de Fita”;
• Verificação do caminho geográfico feito da África para o Brasil por meio do mapa mundi.
• Produção de poesias;
• Vídeo e/ou fotos com crianças e pessoas negras de nossa cidade, bairro e escola;
• Realização de um desfile para escolha da Beleza Negra da Escola;
• Estudo de música, fazendo releituras e transformando-as em ilustrações pedagógicas para uma amostra cultural;
• Confeccionar cartazes – recorte, pintura e colagem – com fotos de revistas que tratam da diversidade étnica brasileira e a cultura do negro.
• Construção de uma máscara africana com saco de pão;
• Construção de um tabuleiro do jogo Kamalah – feito com caixa de ovos (um jogo de tabuleiro que veio da África que simula plantio de sementes), desenvolvendo a atenção e concentração das crianças;
• Coreografias fundamentadas nas raízes negras.

5.1 FECHAMENTO DO PROJETO

A abertura se dará em Outubro com encerramento no dia 20 de Novembro com a presença da comunidade.
• Exposição dos trabalhos feitos pelos alunos;
• Apresentação de danças (capoeira e outras);
• Declamação de Poesias;
• Jogral “Navio Negreiro” – Castro Alves;
• Painel de fotos de crianças e pessoas negras (cidade, bairro, escola)
• Desfile “Beleza Negra”
• Barracas com comidas africanas e outras.


6. RESULTADOS ESPERADOS

• Apropriação de diversos saberes, além da conscientização sobre temas relevantes como legislação, tolerância, direitos e deveres, etc.;
• Desenvolvimento de valores – conceitos e preconceitos;
• Apropriação de novas aprendizagens, a partir de reflexões e esclarecimentos sobre outras culturas.
No final, sempre com a orientação do professor, os alunos deverão organizar os conhecimentos que adquiriram, fazendo registros de suas atividades, com desenhos, esquemas, confecções e etc. e durante essas atividades várias atitudes e valores éticos e humanos podem ser trabalhados para a consolidação do conteúdo foco.
Montaremos uma exposição com os materiais coletados e produzidos pelas crianças em conjunto com o professor para que sejam apresentados no mural que faremos na escola.





7. AVALIAÇÃO

A avaliação acontecerá em qualquer momento do processo educativo, de forma contínua e diagnóstica; com a intenção primordial de rever a própria prática docente criando novas possibilidades para estimular os alunos a desenvolverem suas potencialidades levando em conta, principalmente, os avanços individuais dentro da coletividade e a participação no desenvolvimento de todas as atividades (de acordo com as peculiaridades de cada aluno) no decorrer do projeto.

8. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O trabalho de educação anti-racista deve começar cedo. A criança negra precisa se ver como negra e aprender a respeitar a imagem que tem de si mesmo e ter modelos que confirmem essa expectativa.
O projeto visa à alegria e à majestade da cultura africana, tudo como deve ser sem constrangimentos nem equívocos.
Portanto esperamos que todos ao final do projeto tenham a consciência da não discriminação racial e que “não se sinta superior aos seus iguais”.
Este projeto trata-se de uma proposta construída, mas não acabada e estará sujeito à alterações no decorrer de seu desenvolvimento de acordo com o cotidiano em sala de aula


9. REFERÊNCIAS PARA DESENVOLVIMENTO DO TEMA COM AS CRIANÇAS

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Brasília: MEC, 2005. 35p.

MACHADO, Maria Helena. Menina bonita do laço de fita. São Paulo-SP. Ed. Ática, 2007.

Revista Nova Escola. Vários Autores. São Paulo-SP – Edição de Nov. 2004 e 2005.

ROCHA, Ruth. ROTH, Otávio. Declaração Universal dos Direitos Humanos. São Paulo-SP, 2004.
HTTP://www.portinari.org.com.br

PROJETO:“ SHOW YOUR ENGLISH”

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